25/11/2011
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Este material, foi retirado das aulas de Sistema de Cabeamento Estruturado, grande Prof. Fábio Siqueira Neto.
[ Introdução ]
Os sistemas de transmissão utilizam meios para o envio das informações, estes meios podem ser de dois tipos: meios físicos, por exemplo, cabo coaxial e fibra óptica, e meios não-físicos, o espaço livre. Pode-se conceituar meio de transmissão como todo suporte que transporta as informações entre os terminais telefônicos, desde a origem (central telefônica na origem da chamada) até o destino (central telefônica no destino da chamada) e vice-versa. Como suporte à transmissão temos: telefone, linha de assinante, percurso interno nas centrais telefônicas, linhas físicas, multiplex, rádio, atmosfera e vácuo.
Meios físicos de comunicação:
- Cabos metálicos
- Cabos Ópticos
- Sistemas irradiantes
[ Cabos Metálicos - coaxiais ]
Cabo coaxial: melhor imunidade a interferências externas devido a blindagem.
- Cabo coaxial grosso – Thicknet
- Usa terminações de 50 ohms
- 10 Base 5
- Conector vampiro
- Cabo coaxial fino – Thinnet
- Usa terminações de 50 ohms
- 10 Base 2
- Conector em T
[ Cabos Metálicos – UTP e CTP ]
Par trançado: maior flexibilidade e menor custo.
- UTP e FTP
- 100 ohms
- Sem blindagem
- STP e SSTP
- 150 ohms
- Com blindagem
- Conectores RJ 45
Cabos telefônicos
- CTP-APL
- Cabo CI
[ Padrões dos cabos de par trançado ]
Padrões quanto a capacidade máxima de transmissão do cabo (padrão americano):
- Categoria 3: 16 Mhz – 10 Mbps
- Categoria 4: 20 Mhz – 16 Mbps
- Categoria 5 e 5e: 100 Mhz – 100 Mbps ( 5e pode chegar a 1Gbps)
- Categoria 6: 200 Mhz - 1Gbps
- Categoria 7: 600 Mhz – 10 Gbps
Padrões quanto a freqüência máxima de transmissão do sinal (largura da banda):
- Classe A: até 100 Khz – aplicações de voz
- Classe B: até 1 Mhz – dados com baixa taxa de transferência
- Classe C: até 16 Mhz – dados com média taxa de transferência
- Classe D: até 100 Mhz – dados com alta taxa de transferência
- Classe E: até 200 Mhz – dados com alta taxa de transferência
- Classe F: até 600 Mhz – dados com elevada taxa de transferência
- Classe Óptica: maior que 600 Mhz - dados com elevadíssima taxa de transferência
[ Cabos Metálicos ]
A identificação dos fios nos cabos é feita através do código de cores, conforme a tabela abaixo.
O cabo é montado em grupos do centro para fora, ou seja, os primeiros pares ficam no meio do cabo.
Marcação | Identificação
|
1 a 5
|
26 a 30
|
51 a 55
|
76 a 80
|
Branco
|
Azul
|
1/6
|
|
6 a 10
|
31 a 35
|
56 a 60
|
81 a 85
|
Vermelho
|
Laranja
|
2/7
|
|
11 a 15
|
36 a 40
|
61 a 65
|
86 a 90
|
Preto
|
Verde
|
3/8
|
|
16 a 20
|
41 a 45
|
66 a 70
|
91 a 95
|
Amarelo
|
Marrom
|
4/9
|
|
21 a 25
|
46 a 50
|
71 a 75
|
96 a 00
|
Violeta
|
Cinza
|
5/0
|
São formados 5 sub-grupos, cada um com 5 pares.
Total de 25 pares em um grupo (não repete nenhuma combinação de cores)
[ Cabos cat.x – padrões de montagens ]
Os cabos são montados conforme um padrão.
Par 1 – BCAZ e AZ
Par 2 – BCLR e LR
Par 3 – BCVD e VD
Par 4 – BCMR e MR
Fios 1 e 2 – TX
Fios 3 e 6 – RX
(Cabo Crossover)
[ Cabos cat.x – conectorização ]
Conectorização requer o uso da ferramenta chamada alicate CRIMPADOR.
O alicate crimpador vem com a opção de corte. Cortar os fios a 1,2 cm da capa.
Após cortar os fios, inserir o conector no alicate e pressionar com firmeza, conferindo o resultado.
[ Transmissão de Luz ]
- A Luz é um onda eletromagnética
- Uma partícula de Luz é chamada de fóton
- Possui massa quando está em movimento
- Ex: Lâmpada incandescente de 100 W emite 2.641.440 fótons em um segundo
Principais fenômenos relacionados as ondas de Luz:
– Reflexão
– Refração
– Atenuação
Transmissão de Luz
- Transmissão de Luz
- Segurança
- Confiança
- Rapidez
Componentes para uma transmissão óptica
Emissores de Luz
- LED – luz dispersa
- Emissor Laser ILD – luz coerente
- Meio condutor de Luz – fibra óptica
- Receptores de Luz
[ Fibras Ópticas ]
Estrutura básica da Fibra óptica
- Núcleo
- Casca
- Cobertura Protetora
As fibras são classificadas quanto ao tipo de fabricação e a forma de propagação:
Fibras Multímodo
- Usado em curtas distâncias
- Núcleo grande – 50 % da casca
- Gradual – 2 Km – atenuação 3 dB/KM
- Degrau – 500 m – atenuação 5 dB/KM
Fibras Monomodo
- Usado em longas distâncias – aproximadamente 70 Km – atenuação 0,7 dB/Km
- Núcleo pequeno – 10 % da casca
|
Características
|
LED
|
Laser
|
|
Taxa de Dados
|
Baixa
|
Alta
|
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Propagação
|
Multimodo
|
Multi / Monomodo
|
|
Distâncias
|
Pequena
|
Altas
|
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Vida Útil
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Longa
|
Curtas
|
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Custo
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Baixa
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Alto
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[ Tipos de Cabos Ópticos ]
- O cabo óptico é uma estrutura montada para proteger e facilitar o uso das fibras ópticas.
- Podem ser usados internamente e externamente.
- Cabos óptico de manobra são chamados cordões ópticos.
As estruturas atualmente em uso são:
Loose: estrutura solta.
Tight: estrutura compacta.
Groove: estrutura em “V”.
Ribbon: estrutura tipo fita.
Pode haver combinação entre essas estruturas.
Cabo tipo Loose
Cabo tipo Ribbon
Cabo tipo Tight
Cabo tipo Groove
[ Conectores Ópticos ]
Dispositivos passivos para prover a conectividade das fibras ópticas a:
- Painéis de conexão (DIO)
- Interfaces em ativos de rede
- Montagem em cabos de manobra (cordões ópticos ou pig tail)
Principais características
- Baixa perda na conexão
- Montagem simples
- Estabilidade mecânica
- Conectores padronizados pela indústria
- Permitem várias conexôes
- Baixo custo
SEMPRE haverá perda de sinal (atenuação) quando se usa conectores.
Fatores intrínsecos: ligados as fibras ópticas envolvidas na conectorização (geometrias diferentes)
- Núcleo com diâmetros diferentes
- Núcleos excêntricos
Fatores extrínsecos: ligados aos conectores.
- Deslocamento lateral e longitudinal
- Desalinhamento angular
- Má qualidade da superfície
(Conectores Ópticos – Geradores de atenuação)
Tipos de conectores padronizados e usados no mercado:
- ST – o mais antigo, usado em redes de alta velocidade
- SC – usado em redes de alta velocidade
- FC – usados em redes e transmissão de vídeo
- LC – menor que o ST e SC, para conexão em desktop
- MT-RJ – menor que SC e ST, para aumentar o número de conexões em um espaço limitado
- MU – parecido com o SC, mas para conexões do tipo push-pull. Usado em CATV
SC ST
FC
LC
MT - RJ
[ Emendas Ópticas ]
Junção de dois ou mais segmentos de fibra, podendo ser permanente ou temporária. Uma emenda é feita, geralmente, nos casos abaixo:
- Prolongamento de um cabo
- Restabelecimento da fibra em caso de falha
As três técnicas de emendas em fibras ópticas são:
- Mecânica: uso de um dispositivo para acomodar as fibras e uni-las por aproximação (perda de 1 dB)
- Fusão: as fibras são fundidas, tornando-as um meio contínuo (perdas entre 0,1 a 0,5 dB)
- Conectores: pior caso e maior atenuação
Qualquer que seja o tipo de emenda, deve-se seguir os passos abaixo:
1. Limpeza
- Remoção das capas
- Remoção do gel
2. Decapagem
- Remoção do revestimento externo (acrilato)
- Limpeza da fibra com álcool isopropílico
3. Clivagem
4. Inserção do protetor (tubete) – só para fusão
5. Aquecer o protetor após a emenda
(Maquina de Fusão)
(Emenda Mecânica)




























