28/11/2011
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Carrier Ethernet - Metro Ethernet
Introdução
Com o crescimento do número de redes LAN, surgiu à necessidade ligar essas redes geograficamente distribuídas além de oferecê-las conectividade com a internet. Em virtude disto e à crescente exigência do mercado por baixos custos, as operadoras de serviços sentiram a necessidade de readequar suas redes metropolitanas, sendo a rede Metro Ethernet um modelo que destacou-se tanto pelo aspecto técnico quanto pelo econômico.
A tecnologia metro ethernet é composta por uma rede de computadores que dão assistência a uma área metropolitana e tem como base o protocolo ethernet. Ela geralmente é utilizada na rede metropolitana para fazer a conexão dos clientes e empresas com a internet. Seu conceito surgiu após vários experimentos que demonstraram o crescente tráfego dos dados em relação o de voz. Segundo algumas pesquisas 98% das redes corporativas nacionais utilizam o protocolo Ethernet como forma de comunicação, o que poderia justificar a crescente oferta de serviços Metro Ethernet no mundo, no entanto esta tecnologia ainda é pouco difundida no Brasil, desta maneira poucas empresas como a OI tem a tecnologia implantada no Brasil.
Metro Ethernet Fórum (MEF)
Fundado em 2001, o Metro Ethernet Fórum (MEF) é uma organização sem fins lucrativos, destinada e dedicada a promover e acelerar a adoção de redes e serviços Ethernet.
O Fórum é composto pelas principais empresas lideres prestadoras de serviços, fabricantes de equipamentos e outras importantes organizações de destaque no setor, que compartilham sua experiência com Metro Ethernet.
Em 2003, o estatuto social do MEF foi ajustado para admitir a filiação de grandes organizações corporativas, para a defesa de seus interesses de negócios e trouxe ao grupo o profundo conhecimento das necessidades técnicas e comerciais dos clientes, que servem como importantes diretrizes para as atividades do MEF.
Já com doze especificações para serviços Metro Ethernet publicadas em 2005, o MEF conceituou, sob uma perspectiva global, a definição de Carrier Ethernet.
Com a missão de acelerar a adoção mundial de redes Carrier Ethernet e suas classes de serviços, o MEF conta atualmente com 168 membros influenciando e avançando a indústria Carrier Ethernet.
Os principais objetivos do MEF são:
- Construir consensos e unir os prestadores de serviços, fornecedores de equipamentos e clientes finais sobre a definição, especificações técnicas e a interoperabilidade de serviços Ethernet;
- Definir procedimentos e especificações técnicas, facilitando a implementação das normas existentes e novas, construindo redes metropolitanas e globais Carrier Ethernet, verdadeiramente “Carrier class”.
- Aumentar a consciência mundial sobre os benefícios dos serviços Ethernet, habilitando cada vez mais redes e aplicativos baseados em Ethernet.
Ethernet
O modelo ethernet ou também denominado como padrão IEEE 802.3 é uma tecnologia desenvolvida pela Xerox em 1970. Nesta tecnologia os dados são transmitidos levando em consideração o princípio que diz que todas as máquinas da rede local estão ligadas a uma mesma estrutura física. Ele consiste basicamente de três elementos: o meio físico, as regras de controle de acesso ao meio e do quadro ethernet. De acordo com o protocolo, qualquer máquina que esteja na rede ethernet pode transmitir a mensagem de forma que as máquinas não têm a noção de prioridade, sendo assim antes de ser feita a transmissão cada máquina se certifica de que não está havendo nenhuma comunicação para que só após seja realizado o envio do pacote de dados, no entanto no caso de duas máquinas emitirem as mensagens simultaneamente, ou seja, acontecer colisão, ambos os computadores irão interromper a comunicação e esperarão um tempo que será aleatório para as máquinas e varia com a frequência das colisões, e ao término deste tempo a máquina re-enviará o pacote. Para que se tenha o controle de acesso da rede o protocolo ethernet faz uso do protocolo CSMA/CD, possibilitando desta maneira a coordenação de acesso ao meio de transmissão.
Conceito Metro Ethernet
Metro Ethernet é o conceito referente à utilização do protocolo ethernet nas redes metropolitanas (MANs) e nas redes geograficamente distribuídas (WANs).
O conceito dessa tecnologia surgiu após verificações atuais que mostram que o tráfego de dados nas redes está superando o de voz. Sendo então necessário readequar as MANs e WANs a utilizarem a Ethernet, que é um protocolo mais utilizado na comunicação de dados. O protocolo ethernet foi escolhido por causa da sua flexibilidade, baixo custo e facilidade de manutenção.
Uma rede metro-ethernet (MEN) é uma rede que interliga redes locais (LANs) corporativas geograficamente separadas, além de interligá-las a uma rede geograficamente distribuída ou a espinha dorsal da internet que utiliza os serviços de um provedor. Ela utiliza como meio físico de transmissão fibra ótica e pode ser implementada nas topologias em estrela, anel, total ou parcial de malha.
Arquitetura das Redes Metro Ethernet
Para descrever a arquitetura de uma rede metro ethernet a organização MEF utiliza dois modelos genéricos: um que faz referência a rede e o outro que se refere às camadas de rede.
• Modelo de Referência de Rede: esse modelo mostra os equipamentos internos e externos da rede e descreve as interações entre os equipamentos através de suas interfaces.
O fluxo Ethernet (Ethernet flow) citado no modelo acima, representa o caminho fim-a-fim em uma comunicação entre dois equipamentos terminais. Para interligar a rede do cliente a rede do servidor é necessário utilizar uma interface denominada UNI (User NetworkdInterface).
Esta interface no lado do cliente é chamada de UNI-C (User Network Interface Client) e do lado do servidor é chamada de UNI-N (User Network Interface Network). As interfaces podem operar nas taxas de 10Mbps, 100Mbps, 1000Mbps e 10Gbps.
A associação entre dois ou mais clientes em uma rede metro ethernet com o intuito de estabelecer um trafego de dados entre eles, forma uma conexão Ethernet virtual (EVC – Ethernet Virtual Connection). As EVCs fornecem segurança a conexão, pois não permitem que nenhum equipamento terminal que não esteja associado a EVC participe da comunicação.
A MEF define dois tipos de EVCS as quais são: o ponto-a-ponto (E-LINE) e o multiponto- multiponto (E-LAN).
A camada de serviços Ethernet (ETH): camada é responsável pelos serviços de Controle de acesso ao meio (MAC) do protocolo Ethernet e pela entrega dos quadros nas interfaces e nos pontos associados. Os quadros que trafegam nas interfaces devem esta de acordo com o padrão 802.3 e podem ser Unicast, Multicast ou Brodcast.
A camada de serviços de transporte (TRAN): provê serviços de transporte necessário para a comunicação dos elementos da camada ETH independente dos serviços. Para provê os serviços de transporte na camada ETH pode-se utilizar várias redes como por exemplo, IEEE 802.3 PHY, SONET/SDH, ATM VC, PDH DS1/E1, MPLS LSP, etc.
A camada de serviços de aplicação (APP): oferece suporte a aplicações baseadas nos serviços Ethernet através da MEN (Rede Metro Ethernet). Vários serviços de aplicação podem ser suportados, como exemplo, o uso da camada ETH como camada TRAN para outras redes como IP, MPLS, PDH e etc.
Serviços Oferecidos Pela Tecnologia Metro Ethernet
Como já foi mencionado anteriormente, a tecnologia metro ethernet oferece três tipos de serviços: Ethernet Line, Ethernet LAN e Ethernet Tree. Para um cliente ter acesso a estes serviços é necessário está conectado a rede através da interface do usuário (UNI).
O serviço Ethernet Line ou linha ethernet corresponde à comunicação ponto a ponto entre duas interfaces (UNI), conforme mostra a figura abaixo:
O serviço Ethernet LAN oferece comunicação multi-ponto entre duas ou mais UNIs. A comunicação é feita por meio de uma única EVC, sem ser necessário estabelecer uma nova sessão toda vez que uma nova UNI seja integrada. Os dados transmitidos podem ser recebidos por duas ou mais interfaces que estejam conectados nessa EVC.
O serviço Ethernet Tree é direcionado para tecnologias que requerem este tipo de conexão, como vídeo sob demanda (e-learning, por exemplo), acesso a internet, aplicações para franquias etc. Este serviço prove trafego de dados separados por “folhas” (Leaf) ou ramos de UNIs. O trafego originado de qualquer Leaf é mandado e recebido para “raiz” (Root), porém nunca encaminhado para outra Leaf. Destinado a multi-host e onde o trafego de usuários devem ser mantidos invisíveis para outros usuários, foi previsto para ser um facilitador para backhaul moveis e infra-estrutura de triple-play (interconexões entre backbone de operadoras) e não para usuário final SLAs, preferencialmente.
Fazendo uma comparação do serviço multiponto do frame Relay com o serviço E-LAN, se observa que o E-LAN apresenta conectividade bem mais simples, pois o Frame Relay nas comunicações multi-ponto utiliza uma PVC para cada site integrado, ou seja, faz uso de várias conexões ponto a ponto dentro de uma conexão multi-ponto.
Características dos Serviços Ethernet
Os serviços ethernet são definidos em uma estrutura de fácil compreensão dos clientes.
Nessa estrutura são descritos o tipo do serviço, seus atributos e parâmetros.
• Interface Física: a interface utilizada é o padrão estabelecida pelo comitê IEEE 802.3.
• Parâmetro de tráfegos (Largura de Banda): Para o perfil de largura de banda a MEF definiu.três.tipos,.os.quais.serão.descritos.a.seguir:
• Perfil por UNI: Este atributo se aplica a todos os quadros de serviços que trafegam na rede do provedor por intermédio de uma UNI.
• Perfil por EVC: se aplica este atributo a todos os quadros de serviços que trafegam por um determinado EVC dentro de UNI.
• Perfil pelo identificador CoS: é aplicado a todos os quadros de serviço dentro de uma EVC os quais são identificados pelos bites de prioridade presentes na tag (marcação) de VLAN IEEE802.1p do cliente. Os atributos mencionados acima são compostos de quatro parâmetros cada um, os quais definem a taxa de transferência fornecida pelo serviço. Os parâmetros são os seguintes:
• CIR (Commited Information Rate): Corresponde a taxa média de transmissão garantida e de acordo com as especificações em um SLA (serviço contratado).
• CBS (Commited Burst Size): O número máximo de bytes permitido para a entrada de quadros de bit..Esttes são con tados no CIR.
• EIR (Excess Information Rate): taxa média excedente ao CIR, para a qual os quadros de serviços são entregues sem que haja garantia de desempenho.
• EBS (Excess Burst Size): é o número máximo de bytes para o tamanho dos quadros de serviços recebidos, sendo ainda contados dentro do EIR. O valor do atributo CBS depende do tipo de aplicação ou do tráfego desejado. Por exemplo, para destinados a suportar picos de transferência de dados TCP, o CBS deve ser muito maior que em aplicações.VoIP,.onde.a.taxa.for.constante.
Identificadores de Classes de Serviços (CoS): as classes de serviço que são oferecidas para os clientes devem ser identificadas por meio da porta física, CE-VLAN CoS e o DiffServ / IP TOS, pois o provedor de serviços faz uso de um dos identificadores citados para, por exemplo,separar o tráfego de dados sujeito ao CIR.
A Porta Física: só pode fazer uso de uma única classe de serviço por vez, dentre as que foram fornecidas.
CE-VLAN CoS: é onde se pode identificada a prioridade do tag de VLAN do cliente através dos bits fornecidos. Sendo assim no serviço SLA devem estar especificado os parâmetros de desempenho previsto para cada classe de serviço.
DiffServ / IP TOS: pode utilizar-se do segundo byte do cabeçalho IP para se definir a classe do serviço.
Entrega de Quadros
Os provedores de serviço definem quais tipos de quadros serão permitidos (transmitidos) e quais serão proibidos (descartados). Alguns provedores entregam todos os tipos, outros têm algumas restrições. O serviço E-LAN suporta o aprendizado dos endereços, e os quadros com endereços Unicast, Multicast ou Broadcast desconhecidos vão ser entregues para todas as UNIs, já os quadros com endereço MAC conhecido vão ser entregues para as UNI as quais o endereço foi aprendido.
Quadros Unicast
São quadros definidos pelo endereço MAC de destino. Esse atributo especifica se o quadro unicast deve ser descartado, entregue ou entregue condicionalmente (condições que devem ser especificadas).
Quadros Multicast
São quadros com o endereço MAC destino na faixa de 01-00-5E-00-00-00 até 01-00-5E-7F-FF-FF. Esse atributo especifica se o quadro unicast deve ser descartado, entregue ou entregue condicionalmente (condições que devem ser especificadas).
Quadros Broadcast
São quadros com o endereço MAC destino FF-FF-FF-FF-FF-FF. Esse atributo especifica se o quadro unicast deve ser descartado, entregue ou entregue condicionalmente (condições que devem ser especificadas).
LAN comum X Metro Ethernet
As redes metro ethernet utilizam o conceito de carrier ethernet, que pode ser definida como uma tecnologia que prover serviços tentando, contundo, manter o mesmo grau de simplicidade e baixo custo típicos das redes LAN ethernet padrões, além de apresentar a mesma qualidade dos serviços oferecidos nas redes comutadas tradicionais (Frame Relay, ATM, etc.). Segundo o MEF uma rede MEN apresenta cinco atributos que a difere de uma rede LAN comum. Os atributos são os seguintes:
• Qualidade dos serviços (QoS)
• Confiabilidade
• Escalabilidade
• Gerenciamento de Serviços
• Serviços Padronizados
Abaixo descrevemos cada atributo.
Qualidade de Serviço (Qos): Amplas opções de largura de banda e Qualidade de Serviços com Acordo de Nível de Serviço (SLA) que garantem o desempenho e requisitos para voz, vídeo e dados convergentes sobre redes comerciais e residenciais.
Confiabilidade / Segurança: Capacitada para detectar incidentes e se recuperar, sem impacto aos usuários, com rápido tempo de recuperação quando problemas ocorrem (-50ms).
Escalabilidade: Com larguras de banda de 1Mbps ate 10Gbps, é ideal para uma ampla variedade de negócios, informações, comunicações e aplicações de entretenimento, com voz vídeo e dados. Conta com serviços de acesso Metropolitano, Nacional e Global sobre uma grande variedade de infra-estruturas físicas implementadas por uma vasta gama de Prestadores de Serviços.
Serviços Gerenciados: A capacidade de monitorar, diagnosticar e gerenciar centralmente a rede.
Serviços Padronizados: E-line (Ponto a Ponto), E-LAN (Multiponto), E-Tree (Ponto-Multiponto), serviços LAN, Circuito Privado, Circuito Privado Virtual etc. Serviços únicos providos localmente e globalmente através de equipamentos padronizados. Não requerem nos equipamentos no ambiente LAN do cliente, suportando conectividade com redes mais exigentes, sensíveis ao tempo como trafego e sinalização TDM. Ideal para convergência dados, voz e vídeo com opções de amplas larguras de banda.
Para garantir esses atributos se faz uso de várias tecnologias como: Provider Bridge (PB) ou Qin-Q, PBB ou MinM, PBT (Provider Backbone Transport) dentre outras.
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• Provider Bridge (PB) ou Q-in-Q: é o conceito de tunelamento de VLANs (802.1ad), no qual trata-se de um mecanismo em que uma VLAN (C-VLAN - Customer VLAN) é encapsulada (tunelada) dentro de outra VLAN (S-VLAN - service VLAN). Com o tunelamento o trafego das conexões dos clientes são isolados completamente, podendo cada um ter o controle total de suas C-VLANs e o provedor poderá ter até 4096 S-VLANs, suportando até 4K clientes/serviços. Esta tecnologia é empregada para solucionar o problema da quantidade e administração de VLAN-IDs nas redes MEN.
• PBB (Provider Backbone Transport) ou MinM: padrão criado para solucionar o problema do tamanho das tabelas de roteamneto que os switches de uma MEM tem que manter. Nesse padrão os pacotes das S-VLANs são encapsulados novamente por um novo cabeçalho que contém um novo MAC (B-MAC - Backbonde MAC). Esse novo MAC inserido serve para facilitar a gerência das tabelas de roteamentos dos switches, pois dessa forma não será mais preciso aprender todos os MACs de uma determinada S-VLAN e sim o seu B-MAC.
• PBT (Provider Backbone Transport) - tecnologia utilizada para prover comunicações
ponto-aponto com base em caminhos determinísticos montados em uma rede externa chamada de network management system (NMS). Se tem sempre um caminho de backup pré-definido e reutiliza as implementações das tecnologias Q-in-Q (802.1ad), VLANs tagging (802.1Q), combinado-as com a PBB, mas sem utilizar o brodcasting, flooding ou learning. Os switches terão como base para identificar o destino do pacote uma tabela de encaminhamento a qual é feita pelo operador da rede através de um identificador VID mais o endereço MAC de destino.
Características da Tecnologia
A adoção da tecnologia Ethernet para soluções de conectividade em áreas metropolitanas ou mesmo em soluções de rede alargada é uma consequência natural dos desenvolvimentos, por parte dos operadores de telecomunicações, em redes de nova geração de muito elevado desempenho e disponibilidade – Carrier Ethernet – baseadas na tecnologia Switched Ethernet, com capacidade de integração de tráfego de Dados, Voz e Vídeo. Estes desenvolvimentos possibilitam serviços de comunicações de dados de nova geração, de elevado desempenho e capacidade, que são integralmente suportados numa tecnologia já familiar às empresas no contexto das redes locais (LAN – Local Area Networks), cumprindo os requisitos técnicos e de qualidade definidos internacionalmente pelo Metro Ethernet Forum (MEF).
Dos esforços do MEF resultou um modelo de referência para a definição de serviços baseados em redes Carrier Ethernet, cujas disposições, conceitos e designações, vieram a alcançar o estatuto de standards que estão neste momento a ser seguidos e adotados pela generalidade dos Provedores de Serviços e Fabricantes.
Abaixo elencamos algumas características da tecnologia em:
Taxas de transmissão: Como já mencionamos aqui, a taxa de transmissão da tecnologia é de 1Mbps até 10Gbps, sem necessidade de quaisquer investimentos adicionais em novos equipamentos de acesso. Empresas que pretendam evoluir ou que já tenham evoluído para uma infra-estrutura única de comunicações baseada em IP/Ethernet e para as quais é fundamental a interligação de vários locais garantindo qualidade de serviço e capacidade de crescimento futuro.
Capilaridade: Acreditamos que a capilaridade da tecnologia aqui no Brasil é baixa, a fibra ótica, principal meio condutor, ainda esta em crescimento em nosso pais.
Custos: Em nosso entendimento, o custo ainda é alto, devido à baixa capilaridade e utilização das empresas, porém para os provedores de acesso, o custo com equipamentos, detecção e manutenção de erros/falhas deve ser levado em consideração, sendo necessário um estudo mais aprofundado dos valores e benefícios que a tecnologia pode agregar, imaginamos que é possível ter um baixo custo total da propriedade e operação.
Manutenabilidade: Após leitura e embasamento em diversos artigos e manuais técnicos, chegamos à conclusão que, a manutenabilidade é baixa, devido à sua capacidade de monitorar, diagnosticar e gerenciar centralmente a rede. Concordamos que a manutenção física é mais delicada (no caso de fusão de fibra ou troca de equipamento) sendo esta abjeta.
Vantagens do protocolo
O Metro Ethernet oferece as seguintes vantagens para provedores e assinantes:
Não há necessidade de roteador na ponta do cliente, diminuindo custo:
- Flexibilidade (Para aumento de banda por demanda, por exemplo);
- Fácil Manutenção;
- Fácil gerenciamento;
- Equipamentos mais baratos do que nas redes mais “antigas” (ATM, SONET, FR, etc…);
- Cliente lida com uma interface Ethernet comum e bem conhecida, integrando-se perfeitamente a LAN já instalada;
- Permite ao provedor oferecer serviços de valor agregado;
- Mais largura de banda para os clientes do que utilizando outras tecnologias como DSL ou Cable Modems;
- Possibilidade de o cliente pagar apenas pela banda utilizada (fácil implementação deste controle no lado da operadora).
Desvantagens do protocolo
A desvantagem do modelo de interconexão de redes denominado metro ethernet é a de que como a transmissão das informações ser feita através da comutação de pacotes existe uma inferioridade em relação aos níveis de segurança e na qualidade dos serviços prestados pelas empresas aos seus clientes se comparada com o modelo de comutação de circuitos.
Metro Ethernet Fórum – Visão do Futuro
Aplicações, conectividade e dispositivos que permitiam a convergência, sob uma mesma plataforma, provendo entretenimento, informação, dados, voz e vídeo de qualquer lugar, seja em casa, no escritório ou em movimento, sempre conectado, a qualquer hora, nos 365 dias do ano. Todos emitindo um alto desempenho onipresente, um serviço global criando um novo mundo de comunicação com Carrier Ethernet.
Negócio Ethernet no Mundo
Já em 2007, pesquisas apontavam um enorme progresso e aceitação no desenvolvimento de classes de serviços e a crescente adoção e expansão de serviços Ethernet. Mais da metade dos participantes mensuravam economias de 11 a 40% e creditava Ethernet como parte da nova geração de comunicações metropolitanas e globais. Notava-se também a crescente oferta de serviços baseados em Ethernet pelos Provedores de Serviços (Operadoras) e um “boom” para Metro já era esperado.
Com uma previsão de crescimento de 16% ao ano e alavancado pelo alto crescimento do trafego, incluindo vídeo, os negócios Ethernet alcançariam em 2011 o patamar de US$s23,7.bilhões.de.receita.
Dados atuais demonstram coerência e assertividade das pesquisas anteriormente realizadas. Com o faturamento atual por volta dos US$ 20 bilhões, resultados finais de pesquisas de 2009 apontam firmemente a receita mundial nos negócios Ethernet alcançara o patamar dos US$ 40,2 bilhões ate 2014.
Com os serviços Ethernet trazendo significantes benefícios como escalabilidade, controle, confiabilidade e permitindo maior desempenho na consolidação de dados e principalmente reduzindo custos e acelerando receitas, os Prestadores de Serviços (Operadoras) estão cada vez mais comprometidos com o padrão Ethernet e os fornecedores de equipamentos e software estão ativamente permitindo essa transição e expansão Carrier Ethernet.
A Tecnologia Metro Ethernet no Brasil
No Brasil, a tecnologia Metro Ethernet ainda é pouco difundida, porém estamos dando passos na direção do crescimento da popularidade das MEN. Pesquisas apontam que 98% das redes corporativas nacionais baseiam-se no padrão Ethernet, o que justificaria um crescimento na oferta de serviços Metro Ethernet. A empresa OI, por exemplo, já implantou aqui no Brasil uma MEN para atender inicialmente Rio de Janeiro, Recife, São Paulo e Belo Horizonte. O primeiro cliente dela no Rio foi a Petrobrás, contratando um serviço E-LAN com velocidade de 100Mbps. Alguns consultores das gigantes de telecom nacionais apostam na premissa de que Ethernet é muito mais barato que as soluções já instaladas como SDH, ATM ou FR (até 5 vezes mais barato por megabit) e que é muito importante a questão de não precisar de uma estrutura com roteadores na ponta do cliente.
Estudo de Caso - Situação do Cliente
Halkbank, cujo escritório central está localizado em Ankara, Turkey, é o sétimo maior banco do país e a quarta maior rede com 586 agências em todo o país. Porque processam milhões de transações financeiras a cada semana, Halkbank entendeu a economia de custos oferecidas pela utilização de Metro Ethernet. Eles decidiram tirar partido das economias de custo e maior largura de banda oferecida pelo Metro Ethernet ao migrar de suas linhas alugadas einfra estrutura ATM. No entanto, eles estavam muito preocupados com a proteção de seus dados e as vulnerabilidades inatas de uma infra-estrutura de Metro Ethernet. Halkbank decidiu não avançar com a sua migração a menos que uma solução fosse encontrada para atenuar essas vulnerabilidades de segurança.
Requisitos de Solução
Halkbank reconheceu a necessidade de uma solução de criptografia em nível de rede de dados. Eles precisavam de uma solução que funcionasse nativa à uma infra-estrutura de Camada 2 e que fosse capaz de criptografar baseada em VLAN ID. Esta capacidade permitiria a Halkbank escolher quais fluxos de dados seriam criptografados e quais seriam enviados em claro. A solução também precisava trabalhar com seu hub personalizado e topologia de fala, aplicações de suporte ponto a multi-ponto e oferecer uma gerencia de chave de criptografia automatizada para suas aplicações de multicast. Mais importante, a solução não poderia impactar as aplicações de sua Qualidade de Servicos (QoS), nem poderia adicionar mais do que alguns microssegundos de latência ao.seu.desempenho.de.rede.
Halkbank decidiu por uma transição gradativa para Metro Ethernet e exigiu uma solução de criptografia capaz de acomodar sua programação de lançamento, sem agregar complexidade ou configurações que levassem tempo. Eles começaram com quatro linhas de back-up para garantir que a implantação seguiria como planejado. Uma vez que essas linhas estivessem em pleno funcionamento com a criptografia, começariam a uma implantação escalonada para 22 outros nós. Além disso, Halkbank também exigiu que a solução suportasse a criptografia ponto-multiponto e que tivesse uma gerencia de chave de criptografia automatizada para suas aplicações de multicast. Mais importante, a solução não poderia afetar suas aplicações de Qualidade de Serviço (QoS), nem poderia adicionar mais do que alguns microssegundos de latência ao seu desempenho de rede.
Processo de Licitação
Halkbank fez reuniões iniciais com quatro fornecedores, dois oferecendo soluções baseadas no IPSec, e dois que ofereceram soluções de criptografia Ethernet. Devido às questões de desempenho e complexidade adicional de uma solução baseada no IPSec, Halkbank imediatamente eliminou duas propostas. A pedido do Halkbank, os dois fornecedores com soluções de criptografia Ethernet foram trazidos para mais testes. Depois de concluído o teste inicial, uma Solicitação de Proposta (RFP) foi lançada detalhando os requisitos. O primeiro fornecedor propos uma implementação rigorosa de ponto a ponto em cada nó. Halkbank reconheceu a complexidade operacional envolvida neste tipo de implantação e sabia que esta solução seria difícil de gerenciar. Era evidente que esta abordagem não funcionaria com suas aplicações multicast seguras e não se encaixaria em sua estratégia geral de implantação em grande escala.
A solução CipherEngine, consistindo da Política CipherEngine & Gerenciamento de Chave e Segurança Ethernet Estudo de Caso Istanbul – Gayrettepe Izmir Istanbul – Salipazari.
A arquitetura Ethernet de Halkbank separa o tráfego do núcleo por VLAN ID.
Gateways foi proposta para proteger os dados sensíveis de Halkbank. Esta abordagem exclusiva à política e ao gerenciamento de chave ofereceu a flexibilidade para atender todas as necessidades do cliente, incluindo um roteiro simples de implantação e a capacidade de criptografar o tráfego multicast, sem comprometer o desempenho da rede ou aplicações.
Implantação Halkbank estava ansioso para implementar a solução de criptografia e continuar sua transição da rede. No entanto, eles não estavam dispostos a correr nenhum risco com os seus dados, apressando o processo de instalação e implantação. No primeiro dia, a primeira fase da implantação inicial foi preparada para os testes.
A equipe de rede Halkbank ficou impressionada com a instalação simples e a implantação fácil da solução de criptografia Ethernet.
Devido ao sucesso da implantação inicial, Halkbank decidiu avançar imediatamente e criptografar um link a partir de Istambul para Ancara. Logo no segundo dia, Halkbank já enviava e recebia tráfego criptografado entre os dois sites. “Estamos impressionados com a implementação integrada do primeiro link e entendemos o valor da simplicidade de instalação e operação da solução para a nossa futura expansão de outros sites de concentração da rede”, afirmou Yildirim Suleyman, o gerente de rede de Halkbank. Os ESG100s restantes foram distribuídos nos sites restantes com a mesma facilidade. Usando CipherEngine, Halkbank foi capaz de configurar centralmente as ESG100s, gerar políticas de segurança e chaves de criptografia e, em seguida, implantá-los na rede. Em questão de dias, Halkbank já enviava e recebia tráfego de rede criptografada de quatro sites, sem degradação do desempenho ou efeitos adversos à sua qualidade de serviço.
Resultados
Com o sucesso da instalação da solução de criptografia CipherEngine Ethernet, Halkbank está percebendo a economia de custo esperada de Metro Ethernet, mantendo o alto nível de segurança dos dados disponíveis. Esta infra-estrutura moderna de criptografia proporciona Halkbank com criptografia de menor latência e mais alto desempenho disponível e permite Halkbank utilizar os serviços multicast existentes enquanto criptografa as transmissões de dados. Halkbank está atualmente trabalhando na próxima fase da implantação geral de novos sites de Metro Ethernet. “Nós certamente trabalharemos para implementar esta solução de criptografia Ethernet e para atender todos os nossos requisitos para garantir que nossas informaçoes confidenciais continuem privativas e protegidas. Não há nenhum outro fornecedor que possa atender as nossas necessidades, tanto atualmente como para futura expansão. Eles nos forneceram criptografia da rede sobre links Metro Ethernet sem aumentar a complexidade de nossas operações ou comprometer nosso desempenho “, disse Cenk Niksarli, Diretor de Rede e Infra-Estrutura Halkban.
Referencias Bibliográficas
Metro Ethernet Disponível em: < http://blog.ccna.com.br/2008/04/27/metro-ethernet/ >. Acesso em: 12 Nov. 2011
Forum Metro Ethernet Disponível em: < www.metroethernetforum.org > Acesso em: 12 Nov. 2011
RCO 2 Disponível em: < http://www.sj.ifsc.edu.br/~msobral/RCO2/slides/aula14.pdf > Acesso em: 12 Nov. 2011
Optimus Disponível em: < http://www.optimus.pt > Acesso em: 12 Nov. 2011
Metro Ethernet Disponível em: < http://www.oi.com.br/oi/oi-pra-negocios/grandes-empresas/dados/redes-de-dados/metro-ethernet > Acesso em: 12 Nov. 2011
Carrier Ethernet Disponível em: < http://www.mmaciel.com.br/2010/04/30/carrier-ethernet/ > Acesso em: 12 Nov. 2011









